terça-feira, 2 de agosto de 2011

Pentecostalismo: Por quê não devemos adotar essa doutrina? Parte 1

Nesse estudo vamos salientar alguns dos erros cometidos pelos hoje denominados “Pentecostais”. Nesse primeiro estudo vamos debater sobre os dons milagrosos (ou extraordinários), com um foco maior no dom de línguas e nas revelações diretas de Deus.

Ponto 1: Deus dá dons ainda hoje?

Primeiramente é importante saber a diferença entre os dons extraodinários (charismata) e os dons ordinários. Os dons ordinários são aqueles que são dados em todos os tempos por Deus, tais como a Fé, a Esperança e o Amor, mencionados em I Coríntios 13:13, e os para evangelizar, pastorear, ensinar, etc., que aparecem em Efésios 4:11 e tem como função específica edificar os santos da Igreja e trazer-lhes santidade e conforto. Os dons extraordinários, tais como as profecias, as curas milagrosas, as revelações, etc., foram dados somente no tempo dos apóstolos (ao contrário do que os pentecostais ensinam) e tinham uma função específica, que era dar autenticidade aos apóstolos e as suas mensagens como vindas de Deus, já que a Bíblia ainda não havia sido completada. O próprio Paulo refere-se a esses dons como sinais de um apóstolo.


II Coríntios 12:12“Pois as credenciais do meu apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos.”

Não estando mais os apóstolos em cena, o evangelho foi apresentado para o mundo e o Cânon do Novo Testamento ficou completo e, dessa forma, os dons extraordinários cessaram.  Hebreus 2.3-4 demonstra claramente que estes dons especiais acabaram. 


Hebreus 2.3,4Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos (os ouvintes) depois confirmada (passado) pelos que a ouviram (os apóstolos); testificando também Deus com eles (os apóstolos, não nós), por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?”

A prova final de que os dons extraordinários cessaram está em I Coríntios 13;8-13; onde Paulo afirma, que os dons eram necessários porque o conhecimento que tínhamos a respeito das coisas divinas era em parte, mas quando o que era perfeito viesse tudo que fosse em parte seria aniquilado.

I Coríntios 13:8-13: 8  O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; 9  porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. 10  Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. 11  Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. 12  Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. 13  Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.” 

Esse versículo compreende duas interpretações, onde nas duas, os dons cessaram. A primeira, compreende que o que é perfeito e havia de vir eram as Sagradas Escrituras, com as Escrituras completas não haveria mais a necessidade de dons especiais, pois o que necessitamos saber sobre a Divindade, nossa vida aqui na terra, como proceder na vida cristã, etc., já está revelado. A segunda interpretação, afirma que, o que Paulo chama de perfeito aqui, é o Reino dos Céus, a Segunda Vinda de Cristo, então teríamos esses dons como ferramentas de auxilio à Igreja, sendo assim cada tempo teria as ferramentas específicas de edificação. Uma analogia que ouvi do Pr. Augustus Nicodemus, a respeito dessa segunda interpretação é a seguinte:

" A Igreja assemelha-se a um edifício em construção, as ferramentas utilizadas para a construção desse edifício são os dons, então a cada ponto diferente desse prédio (historia da Igreja), são utilizadas ferramentas diferentes e específicas."

Outra analogia bem interessante a respeito desse assunto, usando ainda como idéia a construção do edifício é a seguinte:

"Os dons extraordinários, como a profecia por exemplo, eram como ordens do Engenheiro Civil (Deus), dadas diretamente a alguns dos operários selecionados (apóstolos, profetas), através de telefonemas (revelações divinas, por exemplo). Mas com as ordens e procedimentos escritos em um manual (Bíblia), os operários poderiam trabalhar sem necessitar receber ordens diretamente do Engenheiro, mas só conseguem entender e executar de forma correta os procedimentos com o auxílio do Mestre-de-obras (Espirito Santo)."

Ponto 2: O que foi o Pentecostes e para que serviu?

Primeiramente o Pentecostes foi um fato histórico, ou seja, não se repetirá. Isso porque Jesus, na sua ascensão aos céus, quarenta dias após sua ressurreição, prometeu enviar à Igreja o Espírito Santo, no dia do Pentecostes que era uma comemoração que apontava exatamente para a vinda do Espírito Santo para dar poder a Igreja e era realizado cinqüenta dias (daí o nome) após a comemoração dos Primeiros Frutos que apontava para a ressurreição de Cristo. Em outras palavras, foi um dia marcado.


Ao contrário disso os Pentecostais incentivam cada pessoa a buscar seu próprio pentecostes em particular, o que não é possível, porque, o Espírito Santo veio somente uma vez e para ficar! Então, não há base para a exortação pentecostal de que o cristão deve orar e buscar intensamente o batismo ou derramamento do Espírito,  porque ele já está aqui! Seria ridículo uma pessoa ir a uma estação rodoviária esperar a chegada de um amigo, quando esse já chegou e já está em sua casa, não seria? Assim seria um cristão verdadeiro buscando ser “batizado” pelo Espírito Santo. Além disso, como posso eu ser um cristão verdadeiro, sem o Espírito Santo dentro de mim? Paulo afirma: 

Romanos 8:9: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.”

Segundo esse texto, quem não tem o Espírito Santo não pode ser um Cristão verdadeiro!
Pois como posso entender sem antes ter sido capacitado para isso? O homem só crê quando o Espírito está nele! Quem não tem o Espírito não é de Deus!

Com isso podemos concluir que a vinda do Espírito Santo já é um fato consumado, um fato histórico, pois o Espírito já veio e já habita no coração de cada cristão verdadeiro e em cada Igreja verdadeiramente cristã.

Continua...

Fontes: 
Deve uma Igreja Batista abraçar o Pentecostalismo? - Autor: Laurence Justice


7 Provas de que as Linguas cessaram - Autor: Hélio de Menezes






Manifesto Cristão





A maior parte do cristianismo evangélico hoje é fundamentado em clichês. A maior parte do nosso cristianismo vem de músicos que se dizem cristãos, e não da bíblia. A maior parte do que os evangélicos acreditam é ditado pela cultura secular e não pela escritura. 


Poucos são os que encontram a porta estreita. Consequentemente, as ideias mais populares possivelmente não são os conceitos mais próximos da verdade bíblica. Nos dias de hoje, desconfie de qualquer “Best-seller”. Desconfie de qualquer um que for sucesso ou um furacão de vendas, simplesmente porque a genuína verdade cristã jamais foi e nunca será “digerida” pelas massas. A maior prova disso, é que mataram o seu autor. Se caiu no gosto da maioria é falso. Lembre-se, Jesus se referiu aos seus verdadeiros seguidores como “pequenino rebanho”.


A apostasia que a Bíblia nos advertiu que seria evidente nos últimos dias já está em pleno andamento. Somente aqueles que se mantiverem firmes a Palavra de Deus serão protegidos e salvos. Este remanescente de crentes fiéis será visto como pessoas antiquadas e de mentalidade fechada.


A natureza da salvação de Cristo é deploravelmente deturpada pelo evangelista moderno. Eles anunciam um Salvador do inferno ao invés de um Salvador do pecado. E é por isso que muitos são fatalmente enganados, pois há multidões que desejam escapar do Lago de fogo, mas que não têm nenhum desejo de ficarem livres de sua pecaminosidade e mundanismo. Sem santificação ninguém verá o Senhor.


Os Evangélicos modernos procuram encher suas igrejas de analfabetos bíblicos, convencendo-os que eles irão para o céu, simplesmente porque levantaram a mão e fizeram uma oração, como sinal de aceitação de Jesus como Salvador, e que Ele vai lhes dar o sucesso familiar, social e financeiro, se tiverem um nível de moralidade considerável e forem dizimistas fiéis; o que se constitui propaganda enganosa.


Muitos dizem não ter vergonha do evangelho, mas são uma vergonha para ele. A primeira geração de cristãos pós-modernos já está aí. São crentes que pouco ou nada sabem da Palavra de Deus e demonstram pouco ou nenhum interesse em conhecê-la. Cultivam uma espiritualidade egocêntrica, com nenhuma consciência missionária. Consideram tudo no mundo muito “normal” e não vêem nenhuma relevância na cruz de Cristo. Acham que a radicalidade da fé bíblica é uma forma de fanatismo religioso impróprio e não demonstram nenhuma preocupação em lutar pelo que crêem.


Você sabia que 80 á 90% das pessoas que “aceitam a Cristo” em trabalhos evangelísticos se “desviam” depois? O motivo de tudo isso tem sido esse evangelho centrado no homem que é pregado nos púlpitos, nas TVs e nas casas, onde o bem-estar e a prosperidade tem se tornado “mais valiosos” que o próprio sangue de Cristo. A graça já não basta mais (apesar dos louvores e acharmos Cristo tão meigo). O que nós realmente queremos é “o segredo” para sermos bem-sucedidos. Desejamos “uma vida com propósitos” para taparmos com peneira o vazio que sentimos. O Vazio de um espírito morto que somente Deus pode ressuscitar. Queremos “o melhor de Deus para nós” nesta vida, no lugar de tomarmos a nossa cruz e de negarmos a nós mesmos. Queremos conhecer “as leis da prosperidade” mais do que o Espírito de Santidade; e, para nos justificarmos, tentamos ser pessoas auto-motivadas e de alta performance, antes de sermos cristãos cuja alegria está em primeiro lugar Nele; e santos bem aceitos pelo mundo a despeito das Palavras de Jesus contrariar esse posicionamento.


A falha do evangelismo atual reside na sua abordagem humanista. Esse evangelho é francamente fascinado com o grande, barulhento, e agressivo mundo com seus grandes nomes, o seu culto a celebridade, a sua riqueza e sua pompa berrante. Para os milhões de pessoas que estão sempre, ano após ano, desejando a glória mundana, mas nunca conseguiram atingi-la, o moderno evangelho oferece rápido e fácil atalho para o desejo de seus corações. Paz de espírito, felicidade, prosperidade, aceitação social, publicidade, sucesso nos negócios, tudo isso na terra e finalmente, o céu. Se Jesus tivesse pregado a mesma mensagem que os ministros de hoje pregam, ele nunca teria sido crucificado. 


Hoje temos o espantoso espetáculo de milhões a ser derramado na tarefa de proporcionar irreligioso entretenimento terreno aos chamados filhos do céu. Entretenimento religioso é, em muitos lugares rápido meio de se esvaziar as sérias coisas de Deus. Muitas igrejas nestes dias tornaram-se pouco mais do que pobres teatros de quinta categoria onde se "produz" e mercadeja falsos “espetáculos” com a plena aprovação dos líderes evangélicos, que podem até mesmo citar um texto sagrado fora de contexto em defesa de suas delinqüências. E dificilmente um homem se atreve a levantar a voz contra isso. 


A maioria dos crentes não acredita que a Bíblia diz o que está escrito: acreditam que ela diz o que eles querem ouvir. Contornar a Palavra de Deus e chamar os nossos desejos de direção divina, só leva à multiplicação do pecado. Há muitos vagabundos religiosos no mundo que não querem estar amarrados a coisa alguma. Eles transformaram a graça de Deus em libertinagem pessoal e muitas vezes coletiva. Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em você mesmo.


Ai de vocês que pregam seu falso evangelho, transformam a casa de Deus em comércio. Vendem seus CDs, vendem seus falsos milagres, vendem suas falsas unções, vendem falsas promessas de prosperidade, enquanto na verdade só vocês têm prosperado. Como escaparão do juízo que há de vir? 


João 6.60: "Ao ouvirem isso, muitos dos seus discípulos disseram: "Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la?"
João 6.65,66: "E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido. Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele."


Postado a pedido do Irmão Victor Silva,
Extraído do Blog "Ao único Deus Verdadeiro", Link: http://aounicodeusverdadeiro.blogspot.com